Centro de Bionegócios da Amazônia reúne especialistas em evento sobre ecointelegência e desenvolvimento sustentável
O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) sediou, na manhã desta sexta-feira (04/04), o Fórum Jovens Cientistas sobre Ecointelegência para o Futuro, evento internacional que promoveu uma rica troca de experiências entre jovens e experientes cientistas do Brasil e da China, com o objetivo de debater soluções sustentáveis para os desafios ambientais globais.
A programação reuniu mais de 150 pessoas e contou com a participação do ministro de Ecologia e Meio Ambiente da República Popular da China, Huang Runqiu, além de representantes das áreas de clima e sustentabilidade da Prefeitura de Manaus, do Governo do Amazonas e de institutos atuantes em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Durante sua mensagem de abertura, o ministro Huang Runqiu destacou o bom uso da biodiversidade em benefício das pessoas.
“A biodiversidade é uma riqueza inestimável e seu uso sustentável deve estar sempre a serviço do bem-estar das pessoas”, afirmou.
O diretor executivo da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), Elias Moraes de Araújo, responsável por trazer o evento para Manaus, ressaltou a importância da Amazônia sediar o encontro.
“Inicialmente, essa programação aconteceria em Brasília, mas não poderíamos falar sobre a Amazônia sem realizar um evento dessa magnitude aqui, no Amazonas, em Manaus. Somos o berço da biodiversidade, do bioma e de um ecossistema único. O ministro ficou extremamente satisfeito com a oportunidade de trazer a expertise chinesa e criar uma sinergia com o ecossistema amazônico”, destacou.
Durante o evento, diversos pesquisadores apresentaram uma síntese de seus estudos e compartilharam os desafios de fazer ciência na região.
Os pesquisadores do CBA, o farmacêutico Vanderson Torres e o biólogo Vanderlei Saboia, participaram das apresentações. Vanderson destacou o potencial das pesquisas desenvolvidas por ele no Núcleo de Produtos Naturais do CBA.
“Quando falamos de Amazônia, é essencial que os jovens cientistas estejam inseridos na pesquisa e na bioeconomia. Aqui, temos um futuro promissor nas áreas de alimentos, medicamentos, cosméticos e fitoterápicos. Estamos desenvolvendo, por exemplo, bebidas à base de caroço de açaí para tratar arteriosclerose, óleos essenciais extraídos de plantas amazônicas e pomadas para sinusite e rinite, produzidas a partir de resíduos da floresta. Tudo aquilo que é considerado resíduo ou lixo pela sociedade, nós transformamos em novos produtos com valor agregado”, explicou.
Já o representante da Central Analítica do CBA, Vanderlei Saboia, ressaltou as potencialidades de agregar valor aos produtos da floresta.
“Trabalhamos com comunidades para qualificar e valorizar os produtos florestais no mercado nacional e internacional. Nossa estrutura permite que os produtores e startups amazônidas realizem análises laboratoriais aqui mesmo, sem a necessidade de enviar os produtos para outros estados, como o Sul do Brasil. Temos o conhecimento técnico e científico para fazer isso em Manaus, agregando valor à produção local”, afirmou.
Para o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a sinergia entre Brasil e China, fomentada pela atuação da juventude científica, abre um caminho de grandes possibilidades para a valorização da biodiversidade.
“Tenho certeza de que estratégias, programas e iniciativas que promovam essa interação entre jovens, com o apoio da experiência acumulada por Brasil, China e outros países, podem alcançar um objetivo estratégico fundamental: agregar valor à biodiversidade, mantendo a floresta em pé e garantindo os recursos naturais para as gerações futuras”, enfatizou.
Com formato híbrido, a programação seguiu ao longo do dia com a apresentação de painéis sobre políticas para jovens cientistas, cooperação ambiental, mudanças climáticas e mitigação, ecologia urbana e biodiversidade, biologia marinha, tecnologia ambiental, biotecnologia e bioeconomia.
O Fórum Jovens Cientistas sobre Ecointelegência para o Futuro é resultado de uma parceria entre o Instituto de Ciências Ambientais do Sul da China (SCIES), o Ministério de Ecologia e Meio Ambiente da China, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Texto: Assessoria – CBA
Foto: Robervaldo Rocha –